O bem estar subjetivo na velhice

No Brasil, onde existe uma desigualdade social ampla, o envelhecimento não é vivenciado com as mesmas condições para todos, e essas diferenças sociais, devem ser consideradas.

O senso de bem estar subjetivo depende de como a pessoa avalia suas capacidades, as condições ambientais e qualidade de vida, e estes critérios são influenciados por valores pessoais e expectativas da sociedade.

O envelhecimento é uma fase do desenvolvimento humano que como as outras, envolve perdas e ganhos. Quando se fala em perdas, podemos destacar problemas de saúde e ganhos a sabedoria para lidar com questões subjetivas e liberdade, vivenciados por alguns, com mais tempo para aproveitar da maneira que desejarem.

De acordo com Herzog e Markus (1999) quanto mais complexo e multifacetado é a personalidade, maior a chance de bem estar e adaptação. Exercer vários papéis na velhice, ocasiona melhor senso de auto-eficácia, menos humor deprimido e mais satisfação.

Segundo os autores, senso de controle pessoal, de auto-eficácia e de domínio, aumentam as chances de resiliência e ajudam na adaptação diante de situações novas.

Também ajuda no bem estar psicológico a aceitação do envelhecimento como algo natural do desenvolvimento humano e o engajamento social.

Diante disso, é importante incentivar que os idosos tenham vida social e pessoal ativa e diversa. É comum entre jovens ter uma vida rica em novidades, mas em idosos muitas vezes a falta de apoio familiar e problemas de saúde levam ao sedentarismo e o isolamento social.

É comum idosos começaram a sentir declínios cognitivos e funcionais e acabar normalizando essas questões como perdas naturais da idade, mas é importante buscar tratamento para se ter uma qualidade de vida até a idade avançada.

Idosos que conseguem ao longo da vida estabelecer laços afetivos, tem rede de apoio que ajudam no senso de controle, autoestima e significado para a vida.

Com o passar dos anos, torna-se inevitável perdas de pessoas próximas e mudanças físicas, e a psicoterapia através do fortalecimento emocional, pode auxiliar no processo de adaptação a estas mudanças e no bem estar subjetivo.

 

Referência Bibliográfica:

Neri, Anita Liberalesso. Palavras chaves em Gerontologia. Editora Alinea. 2005.
Terapias cognitivo-comportamentais com idosos / organizado por Eduarda Rezende Freitas,  Altemir José Gonçalves Barbosa e Carmen Beatriz Neufeld. Editora Sinopys, 2016.

 

Aline Strejevitch Reckziegel
Psicóloga – CRP 05/36406
Formação em Terapia Cognitivo Comportamental pelo CPAF-RJ
Pós-graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental pela UniAmérica – BA
Pós – graduada em Gerontologia pela UFRGS – RS
Atendimento clínico de adultos e idosos.
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Contato: (21)96711-6686